
O SOJ tem acompanhado, com tranquilidade e sentido de responsabilidade, algum desnorte por parte da Administração. A nossa resposta, como representantes dos Oficiais de Justiça, é continuar a trilhar o caminho da responsabilidade e da verdade.
O “foco” da classe, Oficiais de Justiça, deve ser a dignificação e valorização da carreira. A nossa luta, não é a luta de um Sindicato – “instrumento” dos trabalhadores -, mas sim de todos nós, toda uma classe.
E é por ser instrumento dos trabalhadores que o SOJ, dia 16 de Janeiro, apresentou um aviso prévio de greve. As razões, dos Oficiais de Justiça, são justas e estão plasmadas nesse documento.
Pensar-se que um sindicato possa “cavalgar a onda do descontentamento” é reconhecer que essa classe não tem encontrado nos sindicatos as respostas que merece. O SOJ sempre assumiu as suas responsabilidades e queremos dar resposta a toda uma classe que merece mais, muito mais, dos seus sindicatos.
Há descontentamento é um facto, mas é um descontentamento legitimo e que exige respostas. O Aviso prévio de greve já está a surtir efeitos e ainda falta uma semana… mas a verdade é que já há plenários, há reuniões agendadas e haverá seguramente promessas… mas o SOJ quer compromissos, quer o reconhecimento e valorização de toda a carreira que representa. Não queremos promessas, nem andamos aos papéis.
Dia 17 de Janeiro de 2018, um dia depois de ter o SOJ entregue o Aviso Prévio de greve, escreveu o Presidente do SMMP “A Ministra da Justiça seguramente não cumpriu”.
Dia 18 de Janeiro de 2018, o SOJ apresentou ao país as razões dos Oficiais de Justiça.
Ainda nesse dia, 18 de Janeiro, a Presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses tornou público o seu descontentamento perante a breve referência, por parte da Ministra da Justiça, ao Estatuto dos Juízes;
No dia seguinte, dia 19 de Janeiro, e é também público, os trabalhadores do Ministério da Justiça, e foram diversas carreiras, apoiados por duas federações de sindicatos, organizaram uma greve e manifestação à porta do Ministério da Justiça, contra a falta de negociação e reivindicando condições de trabalho e de carreira.
Estes são os factos, o resto é uma narrativa falaciosa que só demonstra que a greve, que ainda não se iniciou, já está a ter efeitos. Por isso é muito importante que todos os Oficiais de Justiça adiram à greve.
Lisboa, 2018-01-24